EUA intensificam presença militar no Caribe e ampliam cerco contra o regime narcotraficante de Maduro

Os Estados Unidos aumentaram significativamente sua presença militar no Caribe nas últimas semanas, em uma operação voltada ao combate ao narcotráfico e às redes criminosas ligadas ao regime de Nicolás Maduro. Navios de guerra, aeronaves e forças navais americanas foram enviados para áreas próximas à costa venezuelana, numa das maiores mobilizações militares na região desde 2003.

De acordo com informações da Reuters e da Al Jazeera, destróieres de mísseis guiados e embarcações de apoio logístico já patrulham o Caribe com o objetivo de interceptar rotas de tráfico de drogas controladas por integrantes do chamado “Cartel de los Soles”, organização diretamente associada ao alto comando militar e político da Venezuela.

O governo americano acusa Maduro e seus generais de usarem o Estado venezuelano para facilitar o envio de toneladas de cocaína para os Estados Unidos e países da América Central. O Departamento de Justiça dos EUA chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro, classificado oficialmente como narcotraficante e líder de uma rede criminosa internacional.

Fontes da Associated Press também confirmaram que a CIA intensificou suas operações de inteligência dentro da Venezuela, com o objetivo de rastrear os esquemas de tráfico e desarticular o fluxo de drogas que parte do país.

Em reação ao cerco americano, Maduro ordenou a mobilização de milhões de milicianos e o reforço das forças armadas nas fronteiras, especialmente no estado de Zulia, que faz divisa com a Colômbia. O ditador venezuelano afirma que as ações dos EUA são uma “ameaça à soberania”, embora as acusações de envolvimento com o narcotráfico estejam amplamente documentadas em relatórios internacionais.

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