Agente penal grávida morre de COVID-19 no RN

O número de agentes de Segurança Pública mortos pela covid-19 aumentou no Rio Grande do Norte. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP) registrou o óbito de dois policiais penais. Uma das vítimas, que estava em regime de trabalho remoto, estava grávida e não resistiu às complicações da doença e morreu no dia 2 passado. O bebê foi retirado em um parto de emergência e sobreviveu. Até essa segunda-feira (10), não havia sido contabilizada nenhuma morte entre presos em cumprimento de pena nas penitenciárias estaduais.

De acordo com o monitoramento feito pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o Rio Grande do Norte é um entre cinco Estados brasileiros que não registram mortes de pessoas presas pela Covid-19. Ao lado do Estado potiguar, estão Tocantins, Pará, Amapá e Alagoas.

De acordo com o Depen, o Rio Grande do Norte conta com uma população prisional de 9.056 pessoas. Desde o começo da pandemia, 636 casos foram detectados entre os apenados e, atualmente, de acordo com a SEAP, há 33 casos ativos no sistema penitenciário. Entre os servidores do Sistema Prisional potiguar, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a covid-19 já atingiu 294 trabalhadores.

A mais recente vítima da Covid-19 entre os policiais penais no Rio Grande do Norte foi a agente Flávia Roberta Nascimento, de 33 anos. Flávia estava grávida quando contraiu a doença, e precisou fazer um parto de emergência. Após ser submetida à cesariana, continuou internada no Hospital Antônio Prudente, em Natal, mas não resistiu e faleceu no dia 2 de maio. Por estar grávida, ela atuava em regime de teletrabalho.

Em todo o mundo, as unidades prisionais foram uma fonte de preocupação das autoridades de saúde pela facilidade de propagação do vírus nesses espaços. Em países como o Brasil, por exemplo, onde há superlotação das prisões em todos os Estados, as chances de proliferação são ainda maiores.

Desde o dia 13 de março de 2020, a SEAP possui um protocolo com medidas sanitárias criado pelo Comitê de Crise da Covid-19 para orientar sobre as ações e mitigar o avanço da doença. O Estado foi um dos primeiros do Brasil a suspender as visitas dos internos e restringir o acesso de pessoas externas às unidades. Atividades de educação, trabalho e assitência religiosa também foram suspensas.

“Ao longo de 2020/2021 foram avaliados por unidade a reabertura dos acessos. Atualmente, todas estão fechadas por causa da ocupação de leitos de UTI acima de 80%”, destacou a Secretaria, em nota. As visitas estão acontecendo apenas de forma virtual.

Por TN

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