Parlamentares que integram a CPMI do INSS acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de barrar a saída do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, do território nacional. A articulação partiu do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) e conta com a assinatura do relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), além de outros integrantes do colegiado. Lulinha é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No requerimento encaminhado à Corte, os congressistas defendem a apreensão do passaporte do empresário e a adoção de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, para garantir que ele permaneça no país.
Também subscrevem o pedido os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP), além dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN).
A solicitação foi dirigida ao ministro André Mendonça, a quem os parlamentares pedem providências para evitar que Lulinha viaje para Madri, capital da Espanha, onde passou a residir desde o meio deste ano.
De acordo com informações divulgadas pela colunista Andreza Matais, Lulinha esteve no Brasil durante as festas de fim de ano, mas planeja retornar à Europa em razão do calendário escolar dos filhos. Na Comunidade de Madri, o recesso costuma ser curto, encerrando-se nos primeiros dias de janeiro.
O nome do empresário entrou no radar da CPMI após declarações de Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, prestadas durante depoimento à comissão.




