Bolsonaro que prometeu durante a campanha não criar novos impostos, anuncia por Paulo Guedes que vai criar nova CPMF

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Em matéria do Globo, mostrou que com problemas de caixa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende criar um imposto semelhante à Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), extinta em 2007. Se a medida for implementada, a palavra do presidente Jair Bolsonaro (PSL) terá características de letra morta.

Para se usar uma expressão popularizada na política brasileira, esse seria um caso típico de estelionato eleitoral. A possível volta do imposto foi negada explicitamente por Bolsonaro na campanha para o Planalto e, também, depois de tomar posse no comando do Poder Executivo.

No dia 19 de setembro de 2018, por exemplo, o então candidato a presidente postou a seguinte mensagem no Twitter: “Ignorem essas notícias mal-intencionadas dizendo que pretendermos recriar a CPMF. Não procede. Querem criar pânico, pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos, temos consciência disso. Boa noite a todos!”, escreveu.

Bolsonaro voltou a se manifestar sobre o assunto no último dia 9 de agosto durante conversa com jornalistas. “Já falei que não existe CPMF. (…) Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia”, disse Bolsonaro. Dez dias depois, ele voltou a recusar a ideia.

Nas duas oportunidades, o presidente foi categórico na negativa. Se acreditavam em Bolsonaro, os eleitores foram às urnas em 2018 com a informação de que o “imposto do cheque” não voltaria a ser descontado de suas contas bancárias.

O ministro Paulo Guedes, apresentou os detalhes da nova CPMF, e disse: “O governo planeja em sua proposta de reforma tributária que saques e depósitos em dinheiro sejam taxados com uma alíquota inicial de 0,4%”, diz a Folha de S. Paulo. “Já para pagamentos no débito e no crédito, a alíquota inicial estudada é de 0,2% (para cada lado da operação, pagador e recebedor). Ambas as taxas tendem a crescer após serem criadas, já que ideia do governo é usar o novo imposto para substituir gradualmente a tributação sobre os salários.”

É aquele velho ditado, vai fud@$ com a vida dos brasileiros mais uma vez, mentiroso!

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