Câmara dos EUA aprova, e impeachment contra Trump avança para o Senado

A maioria da Câmara dos Deputados dos EUA votou hoje à noite a favor dos dois artigos que compõem a o processo de impeachment contra o presidente americano, Donald Trump.

Agora, o processo segue para o Senado — onde a maioria é do partido de Trump, os Republicanos. Por isso, é pouco provável que o presidente caia.

Na Câmara, de maioria democrata (de oposição), foram superados os 216 votos necessários para aprovar as duas denúncias contra o presidente dos EUA:

  • Abuso de poder: 230 votos a favor e 197 contra — Trump é acusado de oferecer favores a seu colega ucraniano, Volodimir Zelenski, em troca de Kiev abrir uma investigação contra o ex-vice-presidente Joe Biden, um de seus rivais.
  • Obstrução do Congresso: 229 votos a favor e 198 contrários — a oposição avaliou que Trump tentou dificultar as investigações contra ele, o que viola a Constituição norte-americana, que dá ao Legislativo poder para supervisionar o Poder Executivo.

Trump rebate

Trump reagiu hoje à noite acusando os democratas de tentar “anular” sua vitória nas urnas, durante um comício em Michigan.

“Estão consumidos pelo ódio” e “tentarão anular os votos de dez milhões de patriotas americanos”.

Apenas dois deputados democratas votaram de forma contrária nas duas acusações: Collin Petterson (Minnesota) e Jeff Van Drew (Nova Jersey)

O Senado apreciará o caso em janeiro. Lá, onde os republicanos têm 53 dos 100 assentos, os democratas precisam de dois terços (67) dos votos para derrubar Trump.

Se isso acontecer com Trump, o vice-presidente Mike Pence assumirá a Casa Branca.

A tarefa é considerada quase impossível por analistas, dada a profunda divisão entre as duas formações políticas.

Na história americana, apenas outros dois presidentes foram julgados:

  • Andrew Johnson, em 1868, e
  • Bill Clinton, em 1998.

Ambos permaneceram no cargo. O republicano Richard Nixon, envolvido no escândalo de Watergate, preferiu renunciar em 1974 antes de passar por essa situação.

O telefonema e a investigação

Em 25 de julho, Trump telefonou para o novo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para que Kiev investigasse Joe Biden, seu possível rival democrata nas eleições presidenciais de 2020, e seu filho Hunter.

Os democratas da Câmara dos Representantes abriram a investigação para o julgamento político contra Trump em setembro, depois de tomar conhecimento do conteúdo da conversa entre ele e Zelenski, graças a um denunciante anônimo.

A oposição suspeita que ele tenha pressionado a Ucrânia a condicionar uma ajuda militar de cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) ao anúncio dessas investigações.

Trump diz que suas conversas com Zelenski foram “perfeitas” e repete, sem provas, que Joe e Hunter Biden são “corruptos”, porque o filho do ex-presidente democrata estava no conselho do Burisma, um grupo ucraniano de gás acusado de práticas duvidosas

O dia de Trump

Donald Trump passou o dia na Casa Branca, em Washington, e à tarde viajou para o estado de Michigan para comício, mas evitou contato com a imprensa. Os simpatizantes do presidente americanos chegaram cedo ao local do evento, suportando temperaturas baixíssimas.

O processo de impeachment divide os americanos: 45% querem que Trump seja afastado (77% entre os eleitores democratas), enquanto 47% se opõem, de acordo com pesquisa encomendada pela CNN-SSR.

Nesta quarta-feira, em frente ao Capitólio, em Washington, dezenas de pessoas se reuniram para pedir a saída do presidente: “Trump precisa sair”, gritavam eles.

*Com informações das agências AFP e Reuters, e reportagem de Alex Tajra e Bernardo Barbosa, do UOL, em São Paulo

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