Ex-ministra da Suprema Corte do Chile, Ângela Vivanco, é presa por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

A ex-ministra da Suprema Corte do Chile, Ángela Vivanco Martínez, foi presa na noite de 25 de janeiro de 2026 em sua casa no bairro de Las Condes, em Santiago, acusada de suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência no âmbito de uma investigação conhecida como “trama bielorrusa”.

Vivanco — que integrou o mais alto tribunal chileno de 2018 até sua destituição em outubro de 2024, quando foi afastada em meio a acusações de irregularidades e vínculos com um esquema de corrupção que envolvia decisões judiciais favoráveis ao consórcio Belaz Movitec contra a estatal Codelco — negou as acusações afirmando que suas decisões foram independentes.

Após a detenção, ela foi levada ao Centro de Justiça de Santiago, onde deve ser formalmente acusada pelo Ministério Público chileno. A prisão de Vivanco marca um episódio sem precedentes no Chile, aprofundando uma crise institucional ao impactar diretamente o sistema judiciário mais alto do país.

A investigação apura se Vivanco recebeu pagamentos ilícitos por meio de seu parceiro e se favoreceu interesses privados em casos de grande impacto econômico, agravando questões sobre ética e transparência no Judiciário chileno.

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