Henrique Alves reage aos ataques de Janot e diz que diálogo citado em livro é mentiroso

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O ex-deputado federal, Henrique Alves (MDB-RN), reagiu aos ataques feitos pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Sem mencionar trechos nos quais foi citado, o ex-presidente da Câmara afirma que não reconhece os encontros descritos no livro “Nada menos que tudo”, lançado por Janot. “Depois de orquestrar delações para atingir seus objetivos políticos, o ex-PGR Rodrigo Janot se aposenta e escreve um livro. Nos primeiros vazamentos dessa publicação para a imprensa, é relatado diálogo mentiroso de que jamais participei, de momento que não condiz com a história, usando palavras e pleitos que não refletem minha forma de agir, me expressar e muito menos ouvir. Parece que o sr. Janot não se aposentou da prática de agredir os fatos e a verdade. Seguirei com fé que ela prevalecerá”, rebateu Alves.

No livro, Janot dedica três páginas para relatar episódios envolvendo o ex-deputado. O ex-PGR disse que Alves “também se esforçou muito para ficar de fora da lista de investigados”. Janot afirma que aceitou receber o então deputado em, pelo menos, três audiências. Um uma delas, Alves teria chorado ao perceber que um dos inquéritos que o investigara havia sido arquivado.

Em outra oportunidade, assim que entrou no gabinete de Janot, Alves recebeu o famoso “envelope pardo” onde geralmente o PGR colocava os ofícios comunicando políticos sobre a decisão de prosseguir com o inquérito ou solicitar o arquivamento da investigação. Como agradecimento, Alves teria enviado uma garrafa de cachaça para Janot.

“Ali estava o conteúdo da minha decisão. Ele (Henrique) pareceu hesitante em abrir e ler a mensagem. Por fim, quando o fez, baixou a cabeça e começou a chorar. Tentou dizer algo, mas não conseguiu e foi embora. O nome dele estava na lista, mas na dos que teriam o pedido de inquérito arquivado. Era só mais um despacho regular, com base na lei, mas Alves ficou exultante. Dias depois, me mandou uma garrafa de cachaça de presente. Era uma cachaça especial, e eu, seu mais novo amigo na praça, saberia apreciar melhor que ele. Ok, a cachaça está guardada”, diz um trecho do livro.

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Do Blog: Até Henrique Alves está desmentindo Janot, a coisa tá feia.

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