Em meio a pedidos de impeachment e a uma sequência de escândalos envolvendo o STF, ministros da Suprema Corte deixam claro que a opinião popular não é uma prioridade.
Neste domingo (01), os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes dividiram um camarote VIP com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o governador do Pará, Helder Barbalho — ambos com processos que tramitam no Supremo.
A cena escancara a promiscuidade entre Judiciário e classe política. Diante dessa proximidade, qual a real chance de Hugo Motta pautar qualquer um dos mais de 50 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes? Praticamente nenhuma. Afinal, integrantes da própria família de Motta são alvos de investigações que dependem diretamente das decisões do STF.
Enquanto isso, o país reage com indignação às denúncias envolvendo valores recebidos pela esposa de Alexandre de Moraes do Banco Master. Ainda assim, a resposta simbólica é um camarote de luxo, transmitindo a sensação de total desprezo pela população — como se o recado fosse claro: o povo que discuta e se desgaste, enquanto o poder garante privilégios e conforto.
Diante desse cenário de intimidade, blindagem mútua e distanciamento da realidade do brasileiro comum, fica a pergunta inevitável: que chance este país tem de dar certo nessas condições? Para muitos, nenhuma.







