O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sinalizado a interlocutores que não pretende autorizar, ao menos neste momento, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. Apesar de o pedido já contar com o número mínimo de assinaturas exigidas no Congresso, a iniciativa segue travada e sem previsão de avanço.
Segundo relatos feitos após reuniões de líderes, Motta sustenta que há uma “fila” de requerimentos de CPIs e CPMIs aguardando despacho e que o Regimento Interno limita o funcionamento simultâneo dessas comissões. Com outros pedidos mais antigos ainda pendentes, a avaliação interna é de que a CPMI do Master dificilmente será instalada agora, ficando sujeita a um represamento por tempo indeterminado.
A pressão pela abertura da comissão parte principalmente da oposição, que defende a investigação de possíveis irregularidades envolvendo operações do banco e cobra mais transparência do Legislativo. Parlamentares críticos afirmam que, mesmo quando os requisitos formais são cumpridos, decisões políticas acabam impedindo o avanço das apurações.
Além do aval da Câmara, a criação da CPMI também depende do Senado. Por isso, líderes favoráveis à investigação tentam articular apoio junto ao presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre, numa tentativa de destravar o processo. Até agora, porém, a sinalização de Hugo Motta indica resistência em colocar o tema como prioridade.
Nos bastidores, a avaliação é de que o adiamento evita desgaste político em um ano sensível no Congresso, mas críticos alertam que a demora pode reforçar a percepção de falta de vontade política para investigar casos envolvendo instituições financeiras e possíveis conexões com o poder público.
O mais triste de tudo, é saber que vai ser candidato e reeleito.





