LAIS vai contra recomendação do Ministério da Saúde e OMS, sugere flexibilização do uso de máscaras ao ar livre quando 80% da população estiver vacinada

Nesta segunda-feira 26, o Ministério da Saúde, emitiu um alerta para nova variante do coronavírus e recomendou o uso de máscaras.

Em documento intitulado ‘comunicação de risco’, Pasta aponta que medidas como o uso de máscara, o distanciamento social e o isolamento de suspeitos são ‘essenciais’, mesmo que o país ainda não exista nenhum caso da variante da preocupação.
Também nesta sexta-feira, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), da UFRN, recomendou que as máscaras fossem liberadas ao ar livre quando 80% da população do RN estiver vacinada.
O que é importante saber é que ainda se sabe pouco sobre essa nova variante da COVID-19, e que a OMS a classificou como “VARIANTE PREOCUPANTE”, e não é porque São Paulo ou outros estados liberaram o uso de máscara que devemos parar de usar.
A nova variante da COVID-19, foi detectada na terça 23, cientistas começaram a chamar a atenção para uma variante com um grande número de mutações, algumas descritas como “terríveis”, na proteína S (de spike, ou espícula), usada pelo Sars-Cov-2 para entrar nas células humanas.
Na quarta 24, ela recebeu o nome de ômicron (classificação dentro das linhagens de coronavírus) de B.1.1.529.
O sequenciamento da nova variante foi feito na África do Sul, o que não quer dizer que a variante tenha surgido lá. O país tem investido na vigilância da pandemia e no sequenciamento genético do coronavírus, o que aumenta suas chances de encontrar mutantes.

Até esta sexta 26, a primeira amostra com a variante havia sido coletada em Botsuana, em 11 de novembro. À tarde, a OMS citou nova amostra, coletada em 9 de novembro.
Um dos primeiros virologistas a alertar para a variante, Tom Peacock, do Imperial College de Londres, ressaltou que as mutações feitas na proteína S eram as “mais horríveis” já vistas, e que era a primeira vez que ele via não uma, mas duas mutações “no local de clivagem da furina” (um dos processos necessários para que o patógeno entre nas células humanas).

O diretor do Ceri (centro para resposta a epidemias e inovação da África do Sul), Túlio de Oliveira, afirmou na quinta (25) que a variante surpreendeu os virologistas, porque “deu um grande salto na evolução e tem muito mais mutações do que se esperava”.

A variante apresenta 50 mutações no total e mais de 30 na proteína S, as mais preocupantes, porque é a partir dessa proteína que são produzidas as vacinas.

Se sua estrutura é muito alterada em relação à usada para a produção de vacinas contra Covid, há preocupação de que os imunizantes percam eficácia contra a variante.

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