Mais de 2.000 jovens são internados e mais de 30 morreram com doenças que surgiram após uso do cigarro eletrônico

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Basta um olhar mais atento a alguns jovens que andam em São Paulo e você verá uma espessa fumaça branca e sem cheiro. Não, eles não estão fumando cigarro. Nem entorpecentes. A moda são os cigarros eletrônicos ou vaporizadores.

Diferentemente do cigarro comum, que libera as substâncias tóxicas por meio da combustão, o eletrônico usa a nicotina líquida, que se transforma em vapor ao ser tragada. Além dela, ele aceita outras substâncias, também líquidas, que ajudam a conduzir a nicotina até o pulmão.

Apesar de a comercialização, a propaganda e a importação do dispositivo serem proibidas no país desde 2009, é possível encontrar o dispositivo à venda na internet a partir de R$ 200.

Segundo especialistas, o maior problema é não saber a origem dessas substâncias nem o quanto cada um consome. Por isso, ainda não é possível saber quais males que essas substâncias, sozinhas ou combinadas entre si, provocam nos usuários.

Segundo Stella Regina Martins, da Divisão de Pneumologia do Incor (Instituto do Coração), o que se sabe é que essas substâncias, mesmo que em quantidades menores se comparadas ao cigarro comum, provocam uma lesão nos pulmões que os médicos ainda estão estudando.

Recém-batizada de “evali” (vem de uma sigla em inglês), a lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico já levou para o hospital ao menos 2.000 jovens somente neste ano nos EUA, sendo que mais de 30 deles morreram, segundo especialistas.

Os casos da doença são investigados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que chegaram a publicar, no mês passado, um guia online sobre os riscos do uso do cigarro eletrônico. Nele, sugerem aos fumantes procurar a ajuda de tratamentos baseados em evidências.

“É uma epidemia nova e complexa que estamos aprendendo a lidar com o que está acontecendo nos Estados Unidos”, afirma Stella, ao lembrar que o principal desafio é a falta de controle do uso e da venda.

Justamente pelo fato de o cigarro eletrônico ser um produto novo, os especialistas ainda não sabem exatamente os riscos que ele leva ao organismo. “No cigarro comum são mais de 4.700 substâncias químicas presentes, sendo 60 delas cancerígenas.”
Folha

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