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Ministério da Saúde monitora dois novos casos de hepatite misteriosa e número sobe para 46

O Ministério da Saúde monitora dois novos casos suspeitos de hepatite misteriosa em crianças. No total, 46 estão sob investigação. Até o momento, das 49 notificações recebidas pela pasta, três já foram descartadas. Nenhum caso foi confirmado no país.

Em relação ao último boletim, divulgado no sábado, foi relatada nova suspeita em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. O estado de São Paulo reúne o maior número de registros suspeitos, com 14 casos sob investigação. Há casos em investigação em Minas Gerais (7), Mato Grosso do Sul (4), Rio Grande do Sul (3), Paraná (2), Rio de Janeiro (6), Espírito Santo (1), Goiás (1), Santa Catarina (4), Pernambuco (3) e Maranhão (1). Na sexta-feira, o Ministério da Saúde montou uma sala de situação para monitorar as suspeitas da doença e fazer levantamento de evidências para identificar as possíveis causas.

A pasta tem orientado as secretarias de saúde por meio de comunicações de risco. A diretriz é que casos suspeitos sejam notificados imediatamente, assim como quaisquer alterações no cenário epidemiológico de estados e municípios.

No dia 10 deste mês o Ministério da Saúde participou de uma reunião da Organização Mundial de Saúde (OMS) com representantes de Reino Unido, Espanha, EUA, Canadá, França, Portugal, Colômbia e Argentina para discutir sobre o tema. Os primeiros relatos da doença começaram a surgir ainda em abril, no Reino Unido. Atualmente, há cerca de 450 casos suspeitos relatados em todo o mundo.

Ainda não se tem comprovação a respeito de qual seria causador da doença, mas uma pesquisa feita pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças mostrou que o adenovírus 41 foi identificado na maior parte das amostras de casos suspeitos na Europa e nos Estados Unidos. Além disso, um artigo publicado na revista “The Lancet” indicou que infecção prévia por coronavírus pode contribuir para o aparecimento da doença. De acordo com a pesquisa, o Sars-CoV-2 cria um ambiente favorável a longo prazo para, quando infectadas pelo adenovírus, as crianças tenham uma resposta inflamatória exacerbada.

A hepatite misteriosa é uma inflamação no fígado que tem como sintomas diarreia, icterícia (coloração amarela da pele e dos olhos), desconforto respiratório, febre, entre outros. As amostras analisadas até o momento não apresentaram nenhum dos vírus responsáveis pelas hepatites A, B, C, D ou E. Como O GLOBO mostrou, o primeiro caso suspeito foi identificado em Niterói, em uma criança de três anos.

Globo

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