Ministro Dias Toffoli admite que pode enviar caso do Banco Master a primeira instância após pressão popular

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou que pode decidir pela remessa do chamado caso Banco Master para a Justiça comum após o término das investigações. A declaração foi feita em uma nota oficial emitida pelo gabinete do ministro nesta quinta-feira. 

A investigação, que corre sob sigilo no STF desde o final de 2025, apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e foi levada ao Supremo inicialmente por causa de menções a autoridades com foro especial. Toffoli explicou que, “encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias”, desde que não sejam identificadas falhas que comprometam o processo. 

A decisão de manter o caso na mais alta corte tem sido alvo de discussões tanto dentro quanto fora do tribunal. Alguns magistrados e observadores do Judiciário avaliam que a devolução do processo pode ser a melhor saída para reduzir o desgaste institucional enfrentado pelo STF e pelo próprio relator. Essa alternativa seria considerada especialmente se a participação de autoridades com foro privilegiado nas irregularidades não for confirmada pelos próximos passos da investigação. 

O ministro também destacou que as investigações continuam regularmente, com diligências em andamento e o sigilo necessário mantido para preservar a integridade dos autos. A análise final sobre a competência para julgar o caso — seja na Justiça comum ou em instâncias superiores — dependerá dos resultados dessas apurações. 

Até o momento, não há uma data definida para essa decisão, mas a possibilidade de enviar o processo para instâncias inferiores é vista como uma opção concreta conforme os próximos relatórios das autoridades responsáveis pela investigação forem concluídos.

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