Moraes proíbe manifestações no entorno da Papudinha, cita caminhada de Nikolas e determina prisão em caso de descumprimento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada imediata e proibiu a permanência de manifestantes nas proximidades do Complexo da Papuda, em Brasília. A ordem alcança também o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde está detido o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com o despacho, a medida se aplica a pessoas envolvidas em eventual prática criminosa ou em condutas que representem risco à segurança da unidade prisional. A decisão, assinada na tarde desta sexta-feira (23), autoriza ainda a prisão em flagrante de quem insistir em permanecer no local após advertência das autoridades, em descumprimento da ordem judicial. A iniciativa atende a uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No texto, Moraes cita a instalação de uma barraca por um grupo em frente à Papudinha e a caminhada iniciada na segunda-feira (19) pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que partiu de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, com destino à capital federal.

A representação, protocolada na quarta-feira (21) e mantida sob sigilo até a decisão, aponta que a mobilização chamada “Caminhada da Paz”, prevista para domingo (25), teria como objetivo promover protesto ostensivo contra decisões do STF.

Segundo a PGR, parlamentares anunciaram deslocamento a Brasília e reforçaram publicamente o chamamento para adesão ao ato, divulgando que a pauta seria “justiça e liberdade” para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O órgão também relata que as pessoas já acampadas em frente ao complexo penitenciário pedem anistia e liberdade ao ex-presidente, com o propósito declarado de pressionar o Supremo por meio da ampla difusão de imagens e vídeos do acampamento nas redes sociais.

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