Trump manda matar general do Irã e pode iniciar uma 3ª guerra mundial

Além de Qassem Soleimani, o principal comandante paramilitar iraquiano, Abu Mahdi al-Mohandes, foi morto quando seu comboio foi atingido na estrada que leva ao Aeroporto Internacional de Bagdá.

“Sob a orientação do presidente, os militares dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal dos EUA no exterior, matando Qasem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Iraniana Corps-Quds Force, considerada pelos EUA uma organização terrorista estrangeira”, disse o Departamento de Defesa dos EUA em comunicado.

“O general Soleimani estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas e militares americanos no Iraque e em toda a região”, afirmou o comunicado. “Este ataque teve como objetivo impedir futuros planos de ataque iranianos. Os Estados Unidos continuarão a tomar todas as medidas necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses, onde quer que estejam ao redor do mundo.”

Suas mortes provavelmente marcarão o início de um novo capítulo perigoso na rivalidade entre os EUA e o Irã. No início desta semana, integrantes de uma milícia apoiada pelo Irã tentaram invadir a embaixada dos EUA em Bagdá.

As autoridades americanas não responderam aos pedidos de comentários sobre as alegações de que estavam por trás dos assassinatos.

Um ex-conselheiro do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica disse que a morte do general Soleimani, se confirmada, seria recebida por uma forte retaliação do Irã. “Vai ser feio”, disse ele, acrescentando que não tinha confirmação independente da morte do comandante.

Um funcionário da delegação do Irã nas Nações Unidas em Nova York não retornou a um pedido de comentário.

Imagens não verificadas da cena mostraram os destroços de fogo de dois veículos e restos humanos. Não havia cratera visível ou sinal de impacto na estrada onde os veículos foram atingidos.

As mortes foram confirmadas por Ahmed al-Assadi, porta-voz de uma coalizão política com laços estreitos com as milícias lideradas por Soleimani e Mohandes, além de outros oficiais das Forças de Mobilização Popular (PMF, iniciais em inglês).

Mohandes era o vice-chefe do PMF, que abriga dezenas de milícias que fazem parte do aparato de segurança iraquiano que acusou os EUA do ataque.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, apontou Mohandes no início desta semana como tendo orquestrado o ataque à embaixada dos EUA junto com outras figuras próximas ao Irã. A tentativa de invadir a embaixada ocorreu depois que os EUA realizaram ataques aéreos contra o Kataib Hezbollah no fim de semana, acusando o grupo de uma série de ataques com foguetes contra bases onde as forças americanas estão estacionadas.

A morte do major-general Qassem Soleimani eliminaria o principal inimigo de Washington no Oriente Médio.

Comandante da Força Quds do Irã, o grisalho general Soleimani tinha o apoio do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e supervisionou as guerras-sombra do Irã na Síria, Iraque e Iêmen.

Foi a força Quds do general Soleimani que armou e treinou milícias xiitas iraquianas que mataram centenas de tropas americanas durante a guerra americana no Iraque.

E foi o general Soleimani quem supervisionou os esforços de Teerã para ajudar o presidente Bashar al-Assad a prevalecer na guerra civil da Síria.

O petróleo subiu após as notícias do ataque, com o Brent, o referência global de preços, subindo 3,5%, para US$ 68,58 por barril, após a abertura das negociações no final da quinta-feira. Se esse movimento ocorresse durante a sessão de sexta-feira, colocaria os preços em seu nível mais alto desde meados de setembro, quando dispararam após ataques na Arábia Saudita que destruíram grande parte da capacidade de produção do reino.

O general Soleimani ganhou reputação pela primeira vez na sangrenta guerra de oito anos de Teerã contra o Iraque.

No final dos anos 90, ele foi selecionado para comandar a força Quds, uma unidade da Guarda Revolucionária Islâmica cuja missão era apoiar movimentos revolucionários no Oriente Médio.

Depois que os EUA invadiram o Iraque em 2003, o general Soleimani supervisionou a missão de assediar as forças armadas dos EUA e expulsar suas forças do Iraque. Mais de 600 soldados dos EUA foram mortos no Iraque por milícias xiitas armadas e treinadas pelo Irã, informou o Pentágono.

O general David H. Petraeus descreveu o general Soleimani como “uma figura verdadeiramente maligna” em uma carta de 2008 a Robert Gates, então secretário de Defesa, e reconheceu a grande influência do comandante iraniano na política iraquiana.

O envolvimento do general Soleimani na política iraquiana só se expandiu nos últimos anos.

“Ele entrou e saiu de Bagdá como se fosse intocável”, disse Ramzy Mardini, estudioso do Instituto de Paz dos EUA. “Essa pode ter sido a base de seu erro de cálculo. As administrações anteriores dos EUA não teriam feito algo tão descarado”.

Valor Econômico

 

Do blog: Em julho de 2018, o general iraniano Qassem já havia deixado bem claro que, se Trump entrasse em uma guerra com o Irã ia perder tudo que tinha. E foi justamente este líder que o presidente dos EUA mandou matar. Apertem os cintos porque coisas boas não virão.

 

 

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